E ela foi à direção que não deveria ir, foi no lugar que jamais quis estar, aprendeu do jeito errado a acertar, não soube definir o seu doer, fechou-se sem saber imaginar o que iria acontecer. Mas ninguém disse que deveria ser assim, encerrar-se numa dor sem fim, não ter ninguém para onde ir. E certa vez alguém notou que aquela que sonhou estava por existir, a dor ao partir começou a partir algo sem fim. Eternidade seria algo tolo ou de verdade? E muitas coisas misturadas povoaram a madrugada da lua desesperada. Enquanto no céu as luzes brilhavam, na sua aquarela eram cobertas e não se notavam. Se tudo a levou para aquele lugar, o sonhar, enxergar e brilhar lutavam por se encontrar. Como definir a dor? Como destronar o temor? Como suar sem calor? E o frio cortante e a dor incessante e o estado ofegante da fúria da cor? O que não traz ruído está comprimido no mais profundo incolor; o que não se mostra dá a resposta de quem nem notou; o que não se sabe talvez só acabe com quem não deixou; o que só ecoa na mente tão boba que um dia pensou. Se há a verdade no sol de quem sabe, passou sem se pôr. Se há mais vontade no olhar de quem sabe, um dia brilhou. E amar de verdade na pura bondade que o bem machucou. Querer bem contente que apenas contemple que nada mudou. Se o sol já brilhava na noite estrelada que alguém enxergou, se tudo era triste no olhar de quem disse que o olho fechou.
Por Dulce Guimarães.
Um comentário:
fodaaaaaaaaaaaaa!
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